Seminário de Arquitetura Hospitalar

Data Science: oportunidades e desafios em ambiente hospitalar

A Escola Nacional de Saúde Pública promove, no dia 14 de abril de 2021, a partir das 14h30, o Seminário de Arquitetura Hospitalar ,  subordinado ao tema Data science: oportunidades e desafios em ambiente hospitalar.

Esta edição, que decorre no âmbito da UC de Tecnologias e Equipamento Hospitalar, é co-organizado por Teresa Magalhães e Florentino Serranheira, docentes da ENSP-NOVA e tem como oradores Ricardo Teresa Ribeiro – Vice-Presidente ESTeSL – IPL ,  Manuel Dias – National Technology Officer at Microsoft | AI Ambassador e  Hugo Marques – Country Head for Digital Health, Siemens Healthineers.

O seminário é gratuito mas de inscrição obrigatória.  O link será enviado com a confirmação da inscrição.

IPO de Coimbra – Obra do Bloco Operatório Periférico

O projeto de conceção/construção do Novo Bloco Operatório Periférico adjudicado ao Consórcio Iberconcept – MedicináliaCormédica, insere-se no plano geral de renovação das instalações do IPO de Coimbra. A obra iniciada a 3 de Agosto de 2020 está pronta para iniciar atividade.

Figura 1 :Evolução da obra do Novo Bloco Operatório Periférico a 16 de Setembro de 2020 – conclusão da fase de construção civil (da esquerda para a direita: Eng Maurício Teixeira (Iberconcept), Eng Paulo Duarte (MC), Eng Ricardo Alves (Iberconcept), Técnico Daniel Lopes (MC), Eng António Coelho (MC), Eng Pedro Salgado (MC), Eng Tiago Gaspar (MC))

O plano de renovação do IPO inclui a demolição do edifício atual do Bloco Operatório Central e construção nesse local de novo edifício.

O objetivo de manter a produção cirúrgica durante o período de obra, o IPO optou pela construção do BO, com duas salas operatórias e recobro que permitirá responder temporariamente ao fluxo de cirurgias da Instituição.

O CA do IPO de Coimbra decidiu equipar estas salas operatórias com a mais avançada tecnologia, planeando a sua reinstalação no futuro Bloco Operatório Central a construir.

Construído como estrutura modular, o Novo Bloco Operatório Periférico terá acesso pelo Edifício da Oncologia Médica e inclui duas salas cirúrgicas, quatro camas de recobro, sala de indução anestésica, zona de transferência de doentes, secretariado, vestiários, sala de equipamento e “zona de sujos”, numa área total aproximada de 400m2.

Figura 2 – Desenho técnico do Novo Bloco Operatório Periférico

O equipamento médico inclui, sistema de gestão integrada de vídeo Truelink 4 da Videomed, iluminação cirúrgica iLED 7, pendentes modulares TruPort e mesas operatórias TruSystem 7500 da marca Trumpf. Esta solução, comunica com os sistemas de informação PACS e HIS.

Figura 3 – Sala Operatória do Novo Bloco Operatório Periférico a 22 de Janeiro de 2021

Assim, o IPO de Coimbra construiu e apetrechou em apenas 6 meses, duas das mais modernas salas operatórias de Portugal.

CHTV recebe 900 mil euros para digitalizar serviços

O Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) recebeu a aprovação de uma candidatura para modernizar e digitalizar os seus serviços, no valor de mais de 900 mil euros.

De acordo com o CHTV, a aprovação da nova candidatura do Sistema de Apoio à Modernização Administrativa (SAMA) – o projeto DIR@CHTV- Desmaterializar, Integrar e Robotizar – é determinante para o seu esforço de modernização do atendimento e transformação digital.
 
Segundo o documento, “trata-se de um financiamento, através de fundos comunitários, que comparticipa um investimento elegível de 993.134,14 euros”, sendo este “o quarto projeto do SAMA aprovado, desde 2018, perfazendo, assim, um total de três milhões de euros de investimento cofinanciado até ao final de 2022”.
 
O presidente do Conselho de Administração do CHTV, Nuno Duarte, afirmou que “os quatro projetos têm em comum medidas de simplificação e de desmaterialização e viabilizam a eliminação do papel em diversos circuitos administrativos e clínicos”.
 
“São expectáveis múltiplos ganhos de eficiência e a nível da comunicação, por exemplo, com a reorganização do agendamento de consultas e de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT) e do atendimento nesses serviços de ambulatório”, referiu o responsável.
 
“Poderemos minimizar as deslocações dos utentes e acompanhantes no hospital e o seu tempo de permanência nas nossas instalações, em consequência, entre outros fatores, da criação de um Balcão Único de Atendimento, bem como da disponibilização de quiosques eletrónicos e de sistemas eletrónicos de chamada”, exemplificou.
 
Um dos projetos em fase de execução, ‘Utente 4.0- Transformação Digital dos processos de interação com o Utente’, “integra investimentos associados à comunicação dos profissionais com os utentes/doentes que se tornaram imperativos no contexto epidemiológico atual”, destacou Nuno Duarte.

CHL tem novo espaço para doentes respiratórios

A nova Área Dedicada a Doentes com suspeita de Infeção Respiratória nos Serviços de Urgência (ADR-SU) no Hospital de Santo André já se encontra em funcionamento desde dia 3 de janeiro.

 
A nova estrutura do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) permite garantir a resposta adequada ao expectável agravamento da afluência devido ao crescimento epidémico da Covid-19 e ao aumento previsível da incidência de outras infeções respiratórias agudas. Durante o primeiro turno de 24 horas da nova ADR-SU foram admitidos 85 utentes.
 
“A unidade que agora disponibilizamos é uma urgência para doentes respiratórios, que substitui a área que existia na Urgência Geral para o efeito. Desta forma é possível segregar circuitos, com mais condições para fazer um atendimento com maior segurança, quer para os utentes, quer para os nossos profissionais”, destacou o presidente do Conselho de Administração do CHL Licínio de Carvalho.
 
A ADR-SU ocupa parte da área afeta ao Serviço de Medicina Física e Reabilitação, e conta com três gabinetes de consulta, uma sala de tratamento, um gabinete de triagem, uma sala de emergência com capacidade para assistir dois doentes em simultâneo, uma sala de observação com capacidade para dez macas (que pode aumentar, se necessário) e sete cadeirões, uma área de observação com 20 camas e três quartos de isolamento, uma sala de raio-x, e ainda um conjunto de áreas de apoio como armazéns, zonas de espera, secretariado, vestiários, adufas, instalações sanitárias e antecâmara.
 
Esta nova área tem um acesso externo próprio, o que permite a separação dos circuitos dos doentes com suspeita de infeção respiratória aguda face aos restantes.
 

O investimento estimado da nova ADR-SU e do novo internamento Covid é de 570 mil euros, sendo que 470 mil euros são referentes à empreitada de execução e cerca de cem mil euros a equipamentos.

CHUSJ inicia atividade do Banco de Tecidos Músculo-esqueléticos

Teve início, em dezembro passado, a atividade do Banco de Tecidos Músculo-esqueléticos (BTME) do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), num novo espaço com condições logísticas e de sistemas de informação que, segundo a unidade hospitalar, cumpre com os requisitos de qualidade e segurança desta área de atividade.

De acordo com o diretor do Serviço de Ortopedia do CHUSJ, António Sousa, o BTME está dotado de “equipamento diferenciado em termos de armazenamento, gestão e segurança do processo”, contando com uma nova arca de ultracongelação com características técnicas mais avançadas e com maior capacidade de armazenamento e preservação de tecidos.
 
Com capacidade de armazenamento suficiente para satisfazer e alargar a utilização atual, destacam-se ainda como mais-valias a disponibilidade imediata de enxertos heterólogos, a possibilidade de recurso a técnicas de reconstrução inovadoras, a menor despesa com a aquisição externa e a possibilidade de sustentabilidade financeira com a sua disponibilização a outras instituições.
 
De acordo com António Sousa, e no que concerne à especialidade de Ortopedia, este novo equipamento será extremamente importante na medida em que abre espaço a novas opções terapêuticas na reconstrução em ortopedia e de grandes reconstruções associadas à patologia tumoral, assim como da cirurgia de revisão das artroplastias da anca e joelho.
 
O BTME possui também uma relevância clínica importante no âmbito da neurocirurgia, respondendo aos desafios técnicos e éticos nesta dimensão.
 

António Mateus, responsável do BTME, afirma que “esta mudança vai permitir ao São João cumprir os requisitos mais avançados de qualidade, segurança e proteção de dados, bem como disponibilizar tecidos para utilização em mais diferenciadas áreas médicas”.

 
Para o vogal da Unidade Autónoma de Gestão de Cirurgia, João Logarinho, “este investimento irá permitir, a curto-prazo, poder avançar na colheita de maior diversificação de tecidos, para utilização interna e disponibilização para outras instituições hospitalares”, o que resultará em melhores cuidados prestados aos doentes.
 

Este é o segundo BTME a nível nacional em atividade, sendo que o outro já existente encontra-se no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Boas Festas

A Direção da ATEHP deseja a todos um Feliz Natal e um Novo Ano de 2021 melhor do que o anterior, pleno de saúde e de sucessos pessoais e profissionais.

ULSAM investe 80 mil euros em enteroscopia espiral motorizada

O Hospital Santa Luzia de Viana do Castelo, integrado na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), é o primeiro do país equipado para realizar enteroscopia espiral motorizada, que diagnostica e trata doenças do intestino delgado.

O presidente do Conselho de Administração da ULSAM, Franklim Ramos, informou, em comunicado, que o Hospital Santa Luzia de Viana do Castelo “é o primeiro em Portugal a dispor desta tecnologia, estando, disponível para doentes de outros hospitais do Serviço Nacional de Saúde”.

O Hospital Santa Luzia de Viana do Castelo “realizou, no dia 15 de novembro, pela primeira vez em Portugal, uma enteroscopia espiral robotizada para avaliar o intestino delgado de um doente com anemia”.
 
O diretor do Serviço de Gastrenterologia do Hospital Santa Luzia, Luís Lopes, citado na nota, explicou que “a técnica inovadora permitiu tratar as lesões vasculares responsáveis pela anemia de uma forma minimamente invasiva”.
 
De acordo com a ULSAM, o investimento na nova técnica rondou os 80 mil euros.
 
A enteroscopia espiral motorizada “constitui a mais recente técnica para o diagnóstico e tratamento de doenças do intestino delgado, permitindo uma avaliação do intestino delgado três vezes mais rápida do que a enteroscopia convencional”.
 

Aquela técnica “tem aplicações nas anemias de causa indeterminada, tumores do intestino delgado, em alguns doentes com doença inflamatória intestinal e no tratamento de doenças biliares em doentes operados”.

Aprovada candidatura para modernização digital no Hospital de Braga

O Hospital de Braga viu aprovada a candidatura submetida ao Sistema de Apoio à Modernização e Capacitação da Administração Pública (SAMA 2020) com o projeto “HB.SAFE – Promoção da Integração, Interoperabilidade e Segurança Clínica”.

O projeto aprovado representa um investimento de cerca de 1.175.458,92 milhões de euros, cofinanciado em 85 por cento do valor aprovado, que corresponde a um incentivo de 842.956,93 euros.

A candidatura ao projeto teve como principais objetivos reforçar os processos e os sistemas de informação do Hospital de Braga, “potenciando um contínuo conhecimento, com vista ao alcance da excelência da qualidade do serviço prestado, num contexto de modernização e transformação digital”, lê-se em comunicado divulgado pela instituição.
 
De acordo com o Hospital de Braga, o projeto em questão assenta em cinco eixos principais: promoção da segurança; resiliência e privacidade dos dados; promoção da integração e interoperabilidade; qualidade, segurança e alarmística clínica; desmaterialização de processos e capacitação dos recursos humanos.
 
“Este projeto de transformação digital, com duração prevista de 24 meses, é uma oportunidade para reforçar a uniformização dos sistemas de informação do Hospital de Braga, numa ótica de melhoria contínua”.
 
Segundo o presidente do Conselho de Administração do Hospital de Braga, João Porfírio Oliveira, “a possibilidade de se iniciar este projeto de modernização digital, permitir-nos-á avanços significativos na qualidade da informação interna / externa, aliando-se a isto uma maior segurança no acesso aos sistemas de informação”.
 
“Este projeto aumentará a velocidade de resposta dos aplicativos existentes, com evidentes ganhos de eficiência e melhores práticas na partilha de informação”, reforçou João Porfírio Oliveira.

Treze entidades do SNS distinguidas pela Federação Internacional dos Hospitais

Treze entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) fazem parte de um total de 103 instituições de 28 países que foram distinguidas pela Federação Internacional dos Hospitais pelos “serviços excecionais” que prestaram no combate à pandemia da Covid-19.

A Federação Internacional de Hospitais (IHF, sigla em inglês) designou 15 de dezembro como um dia mundial de consciencialização para os hospitais e sistemas de saúde que prestaram serviços excecionais no combate à pandemia da Covid-19.

Segundo a IHF, as entidades distinguidas instituíram mudanças na prestação de cuidados de saúde, desde inovações tecnológicas no diagnóstico e tratamento, até a reestruturação dos sistemas de fluxo de trabalho e interações médico-doente.

Das 103 instituições distinguidas pela IFH, fazem parte 13 entidades portuguesas, nomeadamente:

  • Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho
  • Hospital de Cascais
  • Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte
  • IPO de Coimbra Francisco Gentil
  • Unidade Local de Saúde da Guarda
  • INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica
  • Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central
  • Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga
  • Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro
  • Centro Hospitalar Universitário de São João
  • Hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede
  • SMPS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde em parceria com a Direção-Geral da Saúde.
O Ministério da Saúde adiantou em comunicado que os projetos foram apresentados a concurso no “Programa de Reconhecimento da Resposta à Covid-19” (‘IHF Beyond the Call of Duty for COVID-19’), que reconheceu ações e respostas de prestadores de cuidados de saúde em todo o mundo e que foram “para além do exigível” no combate à Covid-19.

Este reconhecimento foi atribuído a mais de 100 instituições de 28 países que “proactivamente colocaram em prática respostas ou ações organizacionais de excelência e com caráter inovador no combate à pandemia Covid-19, a nível regional ou nacional”, salientou a o Ministério da Saúde.

A distinção resulta da análise de um júri internacional composto por 16 especialistas do setor de saúde, entre os quais o presidente da direção da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar-APDH, membro da IHF.

Os distinguidos irão receber um certificado “Beyond the Call of Duty for Covid-19? e serão conhecidos através de “uma ampla campanha internacional” nos meios de comunicação, adianta o Ministério da Saúde. A lista completa pode ser consultada AQUI.

O diretor executivo da IHF, Ronald Lavater, afirmou citado em comunicado desta instituição, que o “excelente trabalho” em resposta à pandemia está a transformar o futuro da saúde.

“Uma das nossas motivações na criação deste programa de reconhecimento é destacar a diversidade e agilidade da indústria hospitalar na resposta à pandemia Covid-19”, sublinhou Ronald Lavater.

Para o diretor executivo da IHF, “a pandemia obrigou os hospitais a desenvolver, implementar e adotar novas formas de operar e muitas destas mudanças aceleraram a transformação positiva na prestação de cuidados”.

HFF adquire equipamentos de tecnologia avançada

O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) investiu cerca de 1,258 milhões de euros na aquisição de equipamentos de tecnologia avançada em diversas áreas da prestação de cuidados de saúde.

Em comunicado divulgado, o hospital explica que a aquisição dos equipamentos em questão resultou de um plano de investimentos executado no âmbito de uma candidatura ao Programa Operacional Regional de Lisboa 2014-2020, sendo cofinanciados a 50 por cento pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

“A aquisição destes equipamentos insere-se numa estratégia do HFF de melhorar os cuidados de saúde prestados à população por si servida”, explicou o presidente do Conselho de Administração, Marco Ferreira, acrescentando que “estes equipamentos médicos tecnologicamente avançados vêm permitir um salto qualitativo nesse domínio”.

O investimento realizado pelo HFF dá assim continuidade à implementação de um plano de investimentos estruturantes em 2019 e 2020, quer a nível infraestrutural, quer a nível da aquisição de equipamentos essenciais à prestação de serviços de saúde.

Estes equipamentos “garantem assim a acessibilidade e qualidade desses mesmos serviços, tendo em consideração a caracterização e o enquadramento estratégico do HFF, nomeadamente, a sua área de influência e a dimensão da população servida”, lê-se em comunicado.